O Teatro Nacional Portuense

 

Inaugurado em dezembro de 1913, foi uma iniciativa de dois empresários: José Pinto Roque e César A. Cunha Santos. Ficava situado na rua Elias Garcia.
Da sua descrição, destacamos:
 «A escadaria quer conduz ao salão de espectáculos, ornamentada com artísticos varões de metal amarelo, é branda e suave. Uma vez no vestíbulo da entrada já ahi se iniciavam os trabalhos artisticos que na sala teem maior relevo.

 

 
As artisticas pinturas dos srs Ribeiro & Moreira são do melhor que se tem visto em casas d’esta natureza.

 

 
A iluminação profusamente distribuida por milhares de lampadas eletricas não tem egual em nenhum teatro portuguez. Dir-se-ia que estamos em Paris ou Madrid onde os teatros capricham em tudo quanto se referem a iluminações.

 

 
O teatro Nacional é em forma de ferradura, em uma ordem de camarotes e três de filas de balcão.

 

A plateia, que é das maiores em teatro portuguez, ocupa todo o espaço que vae do palco, que é também vasto e amplo, a gradaria que circunda os logares de geral bastante comodas a que não faltam até as almofadas fôfas e macias.

 

 
Em excelentes condições de segurança, não há o menor receios de qualquer acidente.Tem inumeras portas em todas as paredes do vasto salão, de forma que, em poucos minutos, se esvasiaria das mil e quinhentas pessoas que lá podem caber.(…) 

 

 
É uma linda sala de espetaculos como poucas temos visto até agora. A definição artistica da sua iluminação, os reposteiros e estofos dos camarotes, verdadeiramente luxuosos, tudo é, enfim, de molde a felicitarmos a empresa por ter dotado a capital do norte com um teatro que é uma maravilha»

 

in revista Ilustração Portugueza de 22 de Dezembro de 1913.
Em 1923 seria objecto de obras e reinaugurado como Teatro Rivoli.

Teatro Carlos Alberto

Rua das Oliveiras, 42.
Construído nos antigos jardins do Palácio do Barão do Valado, casa onde o rei da Sardenha, Carlos Alberto, se alojara por algumas semanas em 1849, foi o teatro inaugurado a 14 de Outubro de 1897 sob a invocação daquele ex-monarca.
Alugado pela Secretaria de Estado da Cultura nos finais da década de 70 do século XX, adoptou a designação de Auditório Nacional C.A. em 1980 tornando-se durante vários anos um importantíssimo pólo de divulgação de cinema. Tirando proveito da sua actividade que criou um público cinéfilo e especializado, ali decorreram as primeiras edições do festival de cinema Fantasporto.
Encerrado em 2000, foi adquirido pela Sociedade Porto 2001 e reaberto a 15 de Setembro de 2003 sendo actualmente gerido pelo Teatro Nacional de São João.

(foto de Casos e Casos)

Teatro São João


Praça da Batalha.

Teatro Nacional São João, propriedade do pelo Estado desde 1992.
No mesmo local existiu o Real Teatro São João, edificado em 1794 com projecto de Vicente Mazzoneschi. Inaugurado a 13 de Julho de 1798 pelo aniversário do Príncipe Regente D. João (futuro D. João VI). A 11 de Abril de 1908 um vilento incêndio destruiu completamente o teatro, reedificando-se no mesmo local um novo teatro sob projecto do arquitecto Marques da Silva e teve inauguração a 7 de Março de 1920, servindo também como sala de cinema até á sua aquisição pelo Estado.

Teatro Rivoli

Praça D. João I
Construído em 1913, sob o nome de Teatro Nacional, foi totalmente alterado em 1923 adquirindo a actual designação, com adaptação também a espectáculos de cinema, sob projecto do arquitecto Júlio Brito. Encerrado em 1992, reabriu em 1997 após ser adquirido pela Câmara Municipal do Porto e realizadas obras de remodelação sob projecto do arquitecto Pedro Ramalho.

Teatro Sá da Bandeira


Inaugurado em 1877 com o nome de «Teatro Circo do Príncipe Real», modificado em 1887 para «Teatro do Príncipe Real» e uma semana depois da implementação da república (1910) para a actual designação.
Em Julho de 1896 naquela sala de apresentou em Portugal o primeiro filme, pelo método do animatographo com a película «do electricista Sr. Rousby» e Aurélio da Paz dos Reis, em 12 de Novembro do mesmo ano ali apresentou o primeiro filme português.