Parque de São Roque

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Situado na Rua de São Roque da Lameira,  este parque público, propriedade da Câmara Municipal do Porto, foi inaugurado em 20 de Julho de 1979, após aquisição à família Cálen de duas parcelas (casa e jardins e posteriormente a mata e anexos) que constituíam a designada Quinta da Lameira.

Trata-se de um belo espaço público, com bons pontos de vista sobre o Rio Douro, desenhado em patamares e que possuiu um lago, várias fontes, um jardim de camélias que vale a pena visitar nesta altura do ano, um parque infantil, centro de educação ambiental, bancos e mesas de jardim para se repousar e  instalações sanitárias.

A casa cuja construção terá sido concluída em 1759, encontra-se em recuperação para instalação da colecção de arte contemporânea de Pedro Torcato Álvares Pereira a quem a CMP arrendou aquelas instalações por 15 anos.

Os jardins são muito agradáveis de percorrer, sendo de destacar o enorme e raro labirinto de Buxus sempervirens.

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Na parte superior dos jardins ou zona de mata, existe uma capela que ali foi reconstruída e que estava situada originalmente (até 1979) ,no Largo do Actor Dias e que situava mesmo em frente ao torreão da muralha fernandina.

No entanto, embora seja essa a informação oficial constante de todos os sites consultados, a verdade é que olhando para a capela tal como está hoje reconstruída no Parque de São Roque e uma fotografia da mesma capela quando estava no actual Largo Actor Dias há diferenças significativas não parecendo a mesma capela. Desde logo a diferença nos dois pórticos por cima da entrada, a altura das duas capelas e a inexistência na dita reconstrução do óculo original.

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Fonte do Mercado Ferreira Borges

Fotografia de A. W. Cluter, 1922

Construída provavelmente ao mesmo tempo que o mercado (1885), esta fonte foi substituída em 1932 por um Posto Eléctrico da C.M.P, que ainda se encontra no local, por baixo da escadaria do antigo mercado.

Foto tirada de o Alquimista

(foto tirada LovelyPorto)

A estátua que ornamentava a fonte encontra-se actualmente nos jardins do Palácio de Cristal

Foto retirada de Amigos de Portugal

 

A Fonte de S. Domingos

No Largo fronteiro ao Convento de S. Domingos (1238-1832)  existiu desde meados do Séc. XVI um Chafariz, que em 1845 foi transferido para o Largo do Laranjal e que hoje se encontra em frente da Igreja da Trindade, por detrás dos Paços do Concelho.
Ao mesmo tempo que trasladava o dito chafariz, por motivo de arranjo urbanístico do largo e maior fluência viária, mandou a vereação portuense erguer em local próximo, uma fonte, conforme projecto aprovado em sessão da Câmara de 30 de Julho de 1845.

Esta fonte foi incrustada num prédio que foi igualmente construído na mesma altura pelo seu proprietário, o conselheiro Domingos Faria. Anos mais tarde foi o prédio vendido a Manuel Francisco Araújo que em 1829 fundara a Papelaria Araújo & Sobrinho, ainda hoje ali existente.

Fotografia existente numa das paredes da montra da loja, visível do seu exterior, vendo-se do lado esquerdo parte da fonte. (foto via A vida em fotos

A fonte era bastante bonita, tendo na parte superior um grande medalhão em granito com as armas da cidade (que se encontram hoje à entrada dos jardins do SMAS na rua Barão Nova Sintra) e duas bicas com água do manancial de salgueiros, bicas essa com a forma de golfinhos encimados por uma concha de Santiago. Foi a fonte inaugurada a 9 de Abril de 1849, conforme constava numa das pedras do frontespício: «Começou a lançar agoa a 9 de abril de 1849. Por ocasiao de Se solemnizarem os annos De Sua Magestade Fidelissima a rainha A Senhora D. Maria 2ª». 
Em 1922 foi a fonte desmontada mantendo-se apenas a moldura do arco granítico, tendo a  Araújo & Sobrinho aproveitado o seu espaço para expandir a loja e criar uma nova montra do centenário estabelecimento. 

O 376 de Cedofeita: fonte, colégio, pensão e malhas.


Na rua de Cedofeita, mesmo em frente à rua da Torrinha está ainda hoje prédio onde existiu uma fonte pública, conhecida por «Fonte da Rua de Cedofeita». Tal fonte foi construída em 1826 a pedido de José Ribeiro Braga, então proprietário de vastos terrenos naquela zona e por onde passava aqueduto com águas dos mananciais de Paranhos e Salgueiros. Essa fonte acabou por ser incorporada, mantendo a sua utilização, num prédio que, desde 1855, albergou a escola «Von Hafe Schule», digna antecessora do actual Colégio Alemão, fundada pelo padre Martin Richter e que em 18 de Novembro de 1901 se muda para o nº410 da Rua da Restauração, passando a designar-se por «Deutsche Schule zu Porto».

Provavelmente pouco depois dessa data, instala-se no edifício um estabelecimento hoteleiro com o apropriado nome de Pension La Fontaine. Durante algumas décadas esteve em funcionamento, não se sabendo quando dali foi retirada a fonte, embora provavelmente quando encerrada a pensão e feitas obras para adaptação a loja comercial no piso inferior, sendo o espaço da fonte ocupado com a montra de loja. O prédio encontra-se abandonado e para venda, funcionando no piso térreo loja de representação de produtos para tricot da marca «Brancal».
Fotografias:
1) Fonte de Cedofeita, actualmente nos Jardins do SMAS
Fonte da imagem

2) Pension La Fontaine

3) Na actualidade































Adenda:
Segundo o leitor António Coutinho Coelho: «foi a sede da JUC (Juventude Universitária Católica) dotada de salas de reuniões (1º andar) e dum Lar de estudantes (no 2º, 3º e 4º). Penso que foi o Cónego Dr. Joaquim Manuel Valente, professor do Seminário da Sé, e assistente da JUC, quem angariou esta sede e lar. Não sei exactamente em que ano, mas sei que em 1955, a JUC já estava neste local. Aqui ficou até pelo menos ao 25 de Abril, sendo assistente o Padre Dr. Manuel Correia Fernandes (actual director do Semanário Voz Portucalense).

Chafariz em São Lázaro

(foto de GS)

Este chafariz, instalado desde 1838 no Jardim de São Lázaro (inaugurado em 1834),  pertenceu á sacristia da Igreja dos Terceiros de São Domingos, localizada ao lado do Convento de S. Domingos, na actual embocadoura da Rua Ferreira Borges. A Igreja foi demolida, por ordem do tribuno de que herdou o nome em 1837 para a abertura da actual rua, uma via estruturante de acesso ao futuro Palácio da Bolsa e então Tribunal do Comércio (de que Ferreira Borges foi o criador e era presidente), instalado no antigo convento de S. Francisco.

O chafariz é de estilo barroco compondo-se de um dupla bica central, vertendo sobre um tanque em forma de taça semicircular apoiada por coluna central ricamente decorada. É o chafariz composto por uma combinação de materiais como seja o típico granito, decorado com elementos de mármore branco e rosa para além de ardósia negra presente em embutidos decorativos.