Monarquia do Norte – 2

Fotografia do documento da proclamação da Monarquia do Norte, redigido por Paiva Couceiro, de 19 de Janeiro de 1919. Com nota manuscrita no documento: “Foi este exemplar da Proclamação que, por ordem de Paiva Couceiro lá ás tropas da guarnição do Porto por ocasião da formatura do Monte Pedral, em que foi restaurada a monarchia. Saturio Paes“. No verso: “ABC. 355 (fonte)
Texto:
«Soldados!

Tendes diante de vós a Bandeira Azul e Branca! Essas foram sempre as cores de Portugal, desde Afonso Henriques, em Ourique, na defesa da nossa terra contra os Moiros até D.Manuel II mantendo contra os rebeldes africanos os nossos domínios em Magul, Coolela, Cuamato, e tantos outros combates que ilustraram as armas portuguesas.
Quando em 1910 Portugal abandonou o Azul e Branco, Portugal abandonou a sua história! E os povos que abandonam a sua história são povos que decaem e morrem.
Soldados! o Exército é, acima de tudo, a mais alta expressão da Pátria e, por isso mesmo, tem que sustentá-la e tem que guardá-la nas circunstâncias mais difíceis, acudindo na hora própria contra os perigos, sejam eles externos ou internos, que lhe ameacem a existência.
E abandonar a sua história é erro que mata! Contra esse erro protesta, portanto, o Exército, hasteando novamente a sua antiga Bandeira Azul e Branca.
Aponta-vos Ela os caminhos do Valor, da Lealdade e da Bravura, por onde os portugueses do passado conquistaram a grandeza e a fama que ainda hoje dignifica o Exército de Portugal perante as nações do Mundo!
Juremos segui-la, soldados! E ampará-la com o nosso corpo, mesmo à custa do próprio sangue!
E com a ajuda de Deus, e com a força das nossas crenças tradicionais, que o Azul e Branco simbolizam, a nossa Pátria salvaremos!

Viva El-Rei D.Manuel II!
Viva o Exército! Viva a Pátria Portuguesa!»

Avião «Creche do Comércio do Porto» (2)


A 7 de Fevereiro de 1912 realizou-se o primeiro vôo na cidade do Porto, junto ao Castelo do Queijo. No Jornal de Notícias relatava-se o feito: «Hontem, às 6 horas e 10 minutos da tarde, tendo abrandado forte ventania, levantou o primeiro voo do biplano da creche ‘O Comercio do Porto’. O aparelho, manobrado habilmente por mister Trescartes, ergueu-se garbosamente do aeródromo e cortou o espaço em diversas direcções, subindo a 800 metros“.
Como curiosidade, exactamente no mesmo local onde levantou voo aquele pequeno aeroplano em 1912, situa-se a actual pista de aviões que serve de apoio ao espectáculo «Red Bul Air Race».