Busto a Guilherme Gomes Fernandes

Da autoria de Bento Cândido da Silva (1881-1935) o busto de homenagem ao Comandante de Bombeiros Guilherme Gomes Fernandes foi inaugurado em Maio de 1915, na Praça que ornamenta desde então o nome daquele ilustre personagem portuense. A praça era designada por Santa Teresa (por ficar nas imediações do antigo Convento de Santa Teresa da Ordem das Carmelitas Descalças),  e popularmente por Praça do Pão por ali se realizar uma feira semanal de venda de pão. A bem conhecida Padaria Ribeiro situa-se naquela artéria, estando aberta ao público pelo menos desde 1878.

Guilherme Gomes Fernandes nasceu a 6 de Fevereiro de 1850 na cidade de Baía, Brasil, com 3 anos veio viver com a sua família no Porto. Dos 13  anos aos 19 estudou no Colégio de Santa Maria, em Ascott, Inglaterra, regressando à cidade em 1869. Era de família bastante abastada, um grande desportista que alcançou diversas vitórias em alguns torneios e pessoa culta, falando 5 línguas.

Fundou a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Porto a 25 de Agosto de 1875. Fundou e foi director do jornal «O Bombeiro Voluntário» entre 1877 e 1890. Organizou no Porto o 1º Congresso dos Bombeiros Portugueses em 1893. Mantinha inúmeros contactos com organizações congéneres no país e a nível internacional, gozando de grande prestígio. Foi ainda comerciante e empresário no ramo dos materiais e equipamentos para bombeiros.

Nomeado Inspector Geral de Incêndios e Comandante dos Bombeiros Municipais do Porto em 31 de Dezembro de 1885, tendo tomado posse a 9 de Janeiro de 1886. Tal corporação passou a designar-se  Corpo de Salvação Pública a partir de 1889 e Batalhão de Sapadores Bombeiros desde 1946.

Uma força por si comandada ganhou o Torneio Internacional de Londres em 1893 e no ano seguinte, alcança o 2º lugar no Torneio de Lion, França. Participa comandando uma formação no Concurso Internacional de Paris, realizado entre 15 a 18 de Agosto de 1900 e  conquista uma medalha de Ouro, a Taça de Sévres que lhe foi entregue pelo Presidente Francês e o título de campeão do Mundo, além do prémio pecuniário de 1500 francos.

Faleceu em Lisboa a 31 de Outubro de 1902.

Imagens de Illustracção Catholica, 15 de Maio de 1915., Nº98, Ano II, Braga

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José Moreira da Silva

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Um dos fundadores da Cooperativa dos Pedreiros Portuenses e seu presidente durante mais de 50 anos. Faleceu a 8 de Dezembro de 1969. Era pai do arquitecto David Moreira da Silva.

Em 1971 foi descerrado um seu busto em bronze, da autoria de Salvador Barata Feyo no Largo que na mesma ocasião passou a ter a designação de Largo José Moreira da Silva e que anteriormente era conhecido por Largo da Duqueza de Bragança, situado junto à sede da Sociedade Cooperativa dos Operários Pedreiros Portuenses, hoje designada por Cooperativa de Produção dos Operários Pedreiros Portuenses.

Antero de Figueiredo

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Busto da autoria de Henrique Moreira, inaugurado em 1966 no centenário do nascimento do escritor António de Figueiredo. Situa-se no Jardim que tem igualmente o seu nome, junto ao Mercado da Foz.

Escritor português nascido a 28 de Novembro de 1866, em Coimbra, e falecido a 10 de Abril de 1953, na Foz do Douro, na Rua de Diu onde viveu vários anos.

«Antero de Figueiredo frequentou o curso de Medicina na Universidade de Coimbra, onde conviveu com os espíritos mais marcantes da Academia, como António Nobre, Alberto de Oliveira, Agostinho de Campos, João Penha e António Fogaça.
Tendo interrompido os estudos por doença, viajou pela Espanha, França, Itália, Estados Unidos e Inglaterra. Foi durante a sua permanência na América que escreveu o seu primeiro livro, o poema em prosa Trístia, que veio a ser prefaciado por João Penha e com o qual fez a sua estreia literária.
Regressado a Portugal, matriculou-se no Curso Superior de Letras de Lisboa, concluindo os estudos em 1895, com as mais altas classificações. Durante alguns meses foi director da Escola de Belas-Artes do Porto (1918) e pertenceu, desde 1911, à Academia das Ciências de Lisboa.
Senhor de uma fina sensibilidade plástica apurou-se na descrição de paisagens e personagens, compondo grandes frescos históricos, numa linguagem que alia o requinte à sobriedade, a erudição à observação pessoal. Legou-nos impressões de viagens, novelas passionais vagamente camilianas, em que o lirismo romântico se combina com a exacerbação carnal, e cuidadas reconstituições históricas. Na última fase, a sua ficção tornou-se uma apologética do catolicismo, procurando reencontrar a fé pelos caminhos da arte. Tentou também o teatro, com a peça Estrada Nova (1900), mas abandonou completamente este género
Fonte: Cultura-CMPorto

Do «Porto»

A propósito da evocação que A Porta Nobre fez à estátua de «O Porto», acrescentamos aqui notícia publicada na revista Illustracção Portugueza em edição de 26 de Junho de 1916 (nº540) referente ao «apeamento» da dita estátua e sua colocação junto ao Paço Episcopal.

Como curiosidade, note-se que a nova avenida em construção é referida como «Avenida da Trindade»….

porto540junho1916

Vicente José de Carvalho

Vicente José de Carvalho (1792-1851) 
Baixo relevo em bronze (s/a. e s/.d.), na fachada lateral
do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
Rua Professor Vicente José de Carvalho

Vicente José de Carvalho, nascido em Setúbal a 3 de Dezembro de 1792, médico e professor na Régia Escola de Cirurgia do Porto, criada por D. João VI em 1825, sendo o seu primeiro lente proprietário. Mais tarde, em 1846 foi nomeado director da sucessora Escola Médico Cirurgica do Porto.

Em baixo, litografia da autoria de E. Timoleon Zalloni, 1839, existente na Biblioteca Nacional, em Lisboa, onde se indica: «Lente de Operações e cirurgia forense da Escola Médico-Cirurgica do Porto».


Abel Salazar

Abel Salazar
Escultura de Hérder Carvalho, 2009
Jardim do Carregal

Abel de Lima Salazar, nasceu em Guimarães a 19 de Julho de 1889. Foi médico, pintor, escritor.
 Em 1915 termina o doutoramento em medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. É nomeado em 1918 professor catedrático da nóvel Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, dedicando-se igualmente á investigação científica onde alcançou relevância nacional e internacional com dezenas de estudos publicados entre 1919 e 1925. Sofre um esgotamento em 1928, retomando o serviço universitário em 1931.
Em 1935 é expulso da universidade e impedido de abandonar o país por portaria governamental do ditador António de Oliveira Salazar (não eram parentes).
Impedido de desenvolver a sua actividade científica, dedica-se às artes através da gravura, pintura mural, pintura a óleo de paisagens, retratos, ilustração da vida da mulher trabalhadora e da mulher parisiense, aguarelas, desenhos, caricaturas, escultura e cobres martelados, grande parte deles expostos hoje em dia na sua Casa-Museu em São Mamede de Infesta.
Produziu igualmente diversas obras teóricas sobre arte, ciência e filosofia. é colabroar frequente de diversas publicações peródicas.
Em 1941 é reintegrado no ensino universitário, sendo nomeado director do Laboratório da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto onde volta a desenvolver estudos e investigações de grande impacto e e relevância científica.
Em 1946 torna-se militante activo no movimento oposicionista MUD durante as eleições realizadas nesse ano, deixando em consequência o seu laboratório de ser financiado pelo governo.
 Falece em Lisboa aos 57 anos, no dia 29 de Dezembro de 1946 vítima de cancro pulmonar.

Arthur Wellesley (Duque de Wellington)

Arthur Wellesley, Duque de Wellington
2011, autoria de D. Morais
Rua do Rosário
Arthur Colley Wellesley, nascido em Dublin, Irlanda, a 29 de abril de 1769, filho do conde de Mornington e  falecido a 14 de Setembro de 1852. Foi um militar britânico, diplomata e político. Enquanto jovem militar colocado na Irlanda foi por duas vezes membro do parlamento irlandês. Tendo participado em campanhas militares na India Britânica regressou à Europa e integrou-se nas forças que combatiam os exércitos napoleónicos, tendo chegado a Portugal em 1808 onde passou a comandar as tropas anglo-britânicas. A sua acção militar vitoriosa em Portugal e Espanha durou até 1813, apenas terminando com a abdicação de Napoleão. Recebeu o título de Duque de Wellington e Marquês do Douro. 
Foi nomeado embaixador em França e embaixador britânico à Convenção de Viena que decidiu o futuro das nações europeias após as campanhas napoleónicas. 
Com a fuga e retorno ao poder de Napoleão, o Duque de Wellington foi nomeado comandante das forças aliadas (britânicos, prussianos e holandeses), derrotando o Imperador francês definitivamente na batalha de Waterloo.
Membro da Câmara dos Lordes, envolveu-se na política, tornando-se primeiro-ministro da Inglaterra em 1828. Devido ás suas origens irlandeses, foi um forte defensor da Emancipação Católica, acto legislativo que aboliu uma série de restrições civis e politicas aos cidadãos britânicos de fé católica. 
O seu governo caiu em 1830, retornando ao poder por breves meses em 1834. Retirou-se da política em 1846 e veio a falecer com 83 anos. 
Foi agraciado pelo governo de Espanha com os titulos de Duque de Ciudad Rodrigo e Grande de Espanha; pelo governo português com os títulos de Conde de Vimeiro, Marquês de Torres Vedras e Duque de Vitória, e pelo governo holandês, Principe de Waterloo.
Wellington é o nome dado a uma cidade fundada em 1840 na Nova Zelândia, sendo a capital daquele país desde 1865.