Antero de Figueiredo

anterodefigueiredo

Busto da autoria de Henrique Moreira, inaugurado em 1966 no centenário do nascimento do escritor António de Figueiredo. Situa-se no Jardim que tem igualmente o seu nome, junto ao Mercado da Foz.

Escritor português nascido a 28 de Novembro de 1866, em Coimbra, e falecido a 10 de Abril de 1953, na Foz do Douro, na Rua de Diu onde viveu vários anos.

«Antero de Figueiredo frequentou o curso de Medicina na Universidade de Coimbra, onde conviveu com os espíritos mais marcantes da Academia, como António Nobre, Alberto de Oliveira, Agostinho de Campos, João Penha e António Fogaça.
Tendo interrompido os estudos por doença, viajou pela Espanha, França, Itália, Estados Unidos e Inglaterra. Foi durante a sua permanência na América que escreveu o seu primeiro livro, o poema em prosa Trístia, que veio a ser prefaciado por João Penha e com o qual fez a sua estreia literária.
Regressado a Portugal, matriculou-se no Curso Superior de Letras de Lisboa, concluindo os estudos em 1895, com as mais altas classificações. Durante alguns meses foi director da Escola de Belas-Artes do Porto (1918) e pertenceu, desde 1911, à Academia das Ciências de Lisboa.
Senhor de uma fina sensibilidade plástica apurou-se na descrição de paisagens e personagens, compondo grandes frescos históricos, numa linguagem que alia o requinte à sobriedade, a erudição à observação pessoal. Legou-nos impressões de viagens, novelas passionais vagamente camilianas, em que o lirismo romântico se combina com a exacerbação carnal, e cuidadas reconstituições históricas. Na última fase, a sua ficção tornou-se uma apologética do catolicismo, procurando reencontrar a fé pelos caminhos da arte. Tentou também o teatro, com a peça Estrada Nova (1900), mas abandonou completamente este género
Fonte: Cultura-CMPorto

Anúncios

Esculturas do Porto: «RAMALHO ORTIGÃO»

Autoria de Leopoldo de Almeida (1954)
Localização: Jardim da Cordoaria

Foto G.S.
José Duarte Ramalho Ortigão nasceu a 24 de Novembro de 1836, no Porto e faleceu em Lisboa, a 27 de Setembro de 1915.
Era filho de um combatente das guerras liberais, oriundo do Algarve e que ficou pela cidade do Porto onde era Director do Colégio da Lapa. Ramalho Ortigão, depois dos estudos elementares no colégio dirigido pelo seu pai, frequentou a Universidade de Coimbra onde estudou Direito.
De regresso ao Porto, aos 19 anos, começa a dar aulas de francês no colégio paterno, ao mesmo tempo que inicia a sua colaboração em jornais e revistas. Efectuou várias viagens ao estrangeiro e percorreu intensamente Portugal, publicando diversos livros e crónicas de viagens. Envolveu-se em várias questões literárias, tendo mesmo disputado um duelo de espada, a 27 de Fevereiro de 1866 no Jardim d’Arca d’Água com Antero de Quental, de quem ficou depois grande amigo.  Era igualmente amigo de Eça de Queirós, com quem escreveu um célebre folhetim «O mistério da estrada de Sintra» e iniciou uma longa série de crónicas: «As Farpas». Em 1867 muda-se com a família para Lisboa, tornando-se secretário da Academia de Ciências e anos mais tarde será bibliotecário da Biblioteca da Ajuda, da qual se demite 10 dias após a instauração da República em 1910. Desagradado com o novo regime, exila-se voluntariamente em Paris de onde regressa apenas em 1912, vindo a falecer na sua casa da Calçada dos Caetanos, em Lisboa.