A Escola Comercial Raúl dória

Foto in Ilustração Portuguesa, nº563, 4 de Dezembro de 1916
A Escola Comercial Raúl Doria fundada em 1902 e instalada na rua Gonçalo Cristovão desde 9 de Outubro de 1907, nos números 189 e 191, em terreno onde mais tarde foi construída a sede do Jornal de Notícias. Por o seu último andar ser recoberto de placas de ardósia, era conhecido como «Palacete das Lousas». 

Link: Biografia de Raúl Dória

O 376 de Cedofeita: fonte, colégio, pensão e malhas.


Na rua de Cedofeita, mesmo em frente à rua da Torrinha está ainda hoje prédio onde existiu uma fonte pública, conhecida por «Fonte da Rua de Cedofeita». Tal fonte foi construída em 1826 a pedido de José Ribeiro Braga, então proprietário de vastos terrenos naquela zona e por onde passava aqueduto com águas dos mananciais de Paranhos e Salgueiros. Essa fonte acabou por ser incorporada, mantendo a sua utilização, num prédio que, desde 1855, albergou a escola «Von Hafe Schule», digna antecessora do actual Colégio Alemão, fundada pelo padre Martin Richter e que em 18 de Novembro de 1901 se muda para o nº410 da Rua da Restauração, passando a designar-se por «Deutsche Schule zu Porto».

Provavelmente pouco depois dessa data, instala-se no edifício um estabelecimento hoteleiro com o apropriado nome de Pension La Fontaine. Durante algumas décadas esteve em funcionamento, não se sabendo quando dali foi retirada a fonte, embora provavelmente quando encerrada a pensão e feitas obras para adaptação a loja comercial no piso inferior, sendo o espaço da fonte ocupado com a montra de loja. O prédio encontra-se abandonado e para venda, funcionando no piso térreo loja de representação de produtos para tricot da marca «Brancal».
Fotografias:
1) Fonte de Cedofeita, actualmente nos Jardins do SMAS
Fonte da imagem

2) Pension La Fontaine

3) Na actualidade































Adenda:
Segundo o leitor António Coutinho Coelho: «foi a sede da JUC (Juventude Universitária Católica) dotada de salas de reuniões (1º andar) e dum Lar de estudantes (no 2º, 3º e 4º). Penso que foi o Cónego Dr. Joaquim Manuel Valente, professor do Seminário da Sé, e assistente da JUC, quem angariou esta sede e lar. Não sei exactamente em que ano, mas sei que em 1955, a JUC já estava neste local. Aqui ficou até pelo menos ao 25 de Abril, sendo assistente o Padre Dr. Manuel Correia Fernandes (actual director do Semanário Voz Portucalense).

Liceu Alexandre Herculano


O Liceu Alexandre Herculano, projecto do Arquitecto Marques da Silva.
Lançada a primeira pedra pelo presidente Bernardino Machado a 31 de Janeiro de 1916. Inaugurado no ano lectivo 1921/1922.
Actual Escola Secundária Alexandre Herculano, na Av. Camilo, 4300-096 Porto

Vista aérea (anos 30?)

Subestação do Castelo do Queijo – I

O estado do edifício em 1988 quando foi cedido pelos STCP para a criação do CLIP – Colégio Luso Internacional do Porto.

ACÔRDO DE CEDENCIA GRATUITA E TEMPORARIA DO
PREDIO DO CASTELO DO QUEIJO
——OUTORGANTES —–
PRIMEIRO –
SERVIÇO DE TRANSPORTES COLECTIVOS DO PORTO, com sede na Av . da Boavista 806, no Porto, representado pelo seu Presidente do Conselho de Gerencia, Senhor Engenheiro Carlos Eugenio Pereira de Brito, casado, residente naRua Bras Cubas, 66 – 2Q – Porto, abaixo abreviadamente designado por primeiro outorgante
SEGUNDO –
FUNDAÇÃO LUSO INTERNACIONAL PARA A EDUCAÇÃ E CULTURA NA ZONA NORTE, com sede na Rua Sá da Bandeira, 726 – 2Q – Dt no Porto, representado pelo seu Presidente, Senhor Dr. Artur Alexandre Feio Victoria Candeias, casado, advogado, residente na Rua Sá da Bandeira, 726 – 2Q – Dt no Porto.
Entre ambos os outorgantes celebra-se 0 presente contrato de cedência gratuita do EDIFICIO DA SUBESTAÇÃO DO CASTELO DO QUEIJO, por prazo e com as clausulas seguintes:
1 – O primeiro outorgante e proprietário e possuidor do prédio ,
2 – o primeiro outorgante entrega ao segundo o identificado prédio, desocupado para este o utilizar.
3 – O identificado prédio destina-se a ser utilizado como estabelecimento de ensino no pleno desenvolvimento da actividade do segundo outorgante e instalação da sua sede.
4 – O primeiro outorgante autoriza que segundo a nele exerça a sua activic1.até ate 31 de Dezembro de 1998 (trinta e um de Dezembro de mil novecentos e noventa e oito), data em que o segundo outorgante devera devolver ao primeiro completamente livre e desocupado.
5 – o primeiro outorgante autor o segundo efectuar no prédio todas as obras necessárias a adaptação do prédio para o fim a que se destina.
6 – As obras a efectuar não poderão alterar a sua traça, devendo o respectivo projecto ser aprovado pelo primeiro outorgante.
7 – o segundo outorgante obriga-se a entregar ao primeiro o prédio no termo do prazo com todas as benfeitorias nele introduzidas.
8 – Caso 0 segundo outorgante por qualquer motivo, não o fizer será da responsabilidade exclusiva do primeiro outorgante, a sua entrega completamente livre e desocupado no termo do prazo e pagar uma indenização correspondente e a 1 500 000$00 –
Porto, (…) 8 de Abril de 1988