Alegoria na frontaria do Mercado do Bolhão

Postal editado pela Tabacaria Rodrigues, 1920
Escultura de Bento Cândido da Silva,
Rua Formosa
representando Mercúrio e Flora enquadrados pelo brasão de armas da cidade.
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A Escola Comercial Raúl dória

Foto in Ilustração Portuguesa, nº563, 4 de Dezembro de 1916
A Escola Comercial Raúl Doria fundada em 1902 e instalada na rua Gonçalo Cristovão desde 9 de Outubro de 1907, nos números 189 e 191, em terreno onde mais tarde foi construída a sede do Jornal de Notícias. Por o seu último andar ser recoberto de placas de ardósia, era conhecido como «Palacete das Lousas». 

Link: Biografia de Raúl Dória

O Velódromo Maria Amélia

Está certo: o velódromo que ainda existe no Porto situa-se nas traseiras do Museu Nacional Soares dos Reis.

O Velódromo foi construído na então «Quinta do Paço», nas traseiras do Paço Real situado na rua do Triunfo (actual D. Manuel II), propriedade do rei D. Carlos, que, aquando da sua estadia na cidade, por ocasião da «Comemorações Henriquinas» de 1894 disponibilizou esse terreno ao Velo Clube do Porto para ali construir um velódromo.
Tinha entrada lateral, pela rua do Pombal (actual Adolfo Casais Monteiro) e a pista tinha 333,33 metros de perímetro, sendo o segundo velódromo do país. O primeiro foi inaugurado em 1893, na Quinta de Salgueiros, pela Secção Velocipedista do Clube de Caçadores do Porto.
No jornal «O velocipedista», em 1895 escrevia-se:
«Real Velo Clube: Esta agremiação, tenciona inaugurar o seu velodromo, na quinta do Paço real d/esta cidade, que lhe foi concedida para esse fim por S. M. el-Rei, por ocasião das festas do centenário do Infante D. Henrique. O distinto engenheiro snr. Esteves Tomás, que é o segundo secretário do Club, já está levantando a respectiva planta da Quinta para esse efeito
Inaugurado em 1895 ali se realizaram muitas corridas e demonstrações desportivas, incluindo a primeira corrida de motorizada realizada em Portugal.
Na primeira década do século o entusiasmo velocipedista afrouxou, perdendo popularidade para outros desportos, como o nascente futebol.
Após a instauração da República e porque o Paço Real era propriedade privada do rei, esteve encerrado até 1932, quando, por falecimento de D. Manuel II este o legou à Santa Misericórdia do Porto. No entanto, o Estado entendeu em 1939 «nacionalizar» aquele edifício para ali instalar o espólio do Museu Municipal do Porto e do ex-Museu Portuense de Pinturas e Estampas, fundado em 1833.